O Setor
Externo Paranaense
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Fabio
Hideki Ono e Guilherme
Jonas
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26 de junho de 2003 |
O objetivo lançado na última reunião foi acompanhar o comportamento do comércio exterior do Paraná. Nós tentamos organizar, por meio de tabelas e gráficos, os principais fatores que nortearam o desempenho dessas transações.
A balança comercial paranaense vinha logrando a alguns anos, saldos comerciais pouco expressivos. Em 2001, o Paraná retomou a posição superavitária no fluxo de comércio com o exterior, após o déficit anotado em 2000 de US$ 293 mil. O Estado obteve um superávit de US$ 388.052 milhões. As exportações atingiram a cifra de US$ 5.318 milhões, e as importações, o montante de US$ 4.928 milhões. Há de notar que mesmo em anos em que o país apresentou elevados déficits comerciais, o estado obteve saldos positivos, indicando que a produção possui, em certo grau, uma maior propensão à exportação. Pode-se afirmar que a especificidade da pauta estadual, marcada pela forte presença de produtos agropecuários e derivados, aliada ao cenário externo favorável, consistiu num dos principais fatores orientadores do bom desempenho das exportações em 2001. Dentre os principais fatores norteadores, podemos destacar, a desvalorização cambial ocorrida de 2000 para 2001, quando a cotação média do dólar passou de R$ 1,83 para R$ 2,35. Incorporou-se como elemento adicional, a detecção de contaminação no rebanho bovino europeu pela moléstia denominada Encefalopatia Espongiforme Bovina ( popularmente conhecida como o mal da “vaca louca”), elevando as cotações e repercutindo positivamente nas exportações paranaenses de soja (em grãos) e carnes.
Em 2002, o desempenho foi melhor ainda, tendo em vista que o Estado obteve um superávit de US$ 2.366.386 milhões, portanto, significativamente melhor que o ano anterior. Esse desempenho foi influenciado principalmente pela queda de 32,37% das importações .As exportações corresponderam a US$ 5.700.199 milhões, enquanto as importações US$ 3.333.814 milhões. Dentre os principais fatores que contribuíram para o excelente desempenho da balança comercial paranaense, sem dúvida foram o desaquecimento da economia mundial e a forte desvalorização cambial ocorrida de 2001 para 2002, quando a cotação média do dólar passou de R$2,36 para R$3,63.

Fonte:
Secex / MDIC
Antecipando alguns resultados, os números da TAB.1 mostraram uma performance destacada do Estado no contexto regional e nacional, notadamente em relação às exportações. As vendas ao exterior registraram um crescimento de 21% no ano de 2001 e um crescimento de 7,2% em 2002, fazendo com que a participação do Estado nas exportações nacionais passassem de 8% em 2000 para 9,13% em 2001, deste para 9,44% e, 2002, o que corresponde a 4ª maior participação dentre os Estados brasileiros.
Tabela 1
BALANÇO COMERCIAL - PARANÁ
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|
Exportações |
Importações |
Saldo |
Participação na Pauta Brasileira
|
|||
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|
Valor (A) |
Var. % |
Valor (B) |
Var. % |
(A)-(B) |
Exportações |
Importações |
|
|
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|
|
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|
2000 |
4.392.091 |
|
4.685.670 |
|
-293.579 |
|
|
|
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|
|
|
|
|
|
|
|
2001 |
5.317.509 |
21,1% |
4.929.457 |
5,2% |
388.052 |
9,13% |
8,9% |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
jan/01 |
342.031 |
--- |
481.604 |
--- |
-139.573 |
7,54% |
9,6% |
|
fev/01 |
291.205 |
-14,9% |
363.087 |
-24,6% |
-71.882 |
7,13% |
9,1% |
|
mar/01 |
362.878 |
24,6% |
446.295 |
22,9% |
-83.417 |
7,02% |
8,2% |
|
abr/01 |
514.221 |
41,7% |
521.807 |
16,9% |
-7.586 |
10,87% |
11,3% |
|
mai/01 |
558.895 |
8,7% |
447.120 |
-14,3% |
111.775 |
10,41% |
8,7% |
|
jun/01 |
507.973 |
-9,1% |
408.387 |
-8,7% |
99.586 |
10,07% |
8,6% |
|
jul/01 |
470.541 |
-7,4% |
387.233 |
-5,2% |
83.308 |
9,48% |
8,0% |
|
ago/01 |
553.452 |
17,6% |
471.362 |
21,7% |
82.090 |
9,66% |
9,2% |
|
set/01 |
432.857 |
-21,8% |
413.283 |
-12,3% |
19.574 |
9,10% |
9,9% |
|
out/01 |
501.703 |
15,9% |
397.449 |
-3,8% |
104.254 |
10,03% |
8,4% |
|
nov/01 |
416.262 |
-17,0% |
345.699 |
-13,0% |
70.563 |
9,25% |
8,2% |
|
dez/01 |
365.491 |
-12,2% |
246.131 |
-28,8% |
119.360 |
8,41% |
7,0% |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
2002 |
5.700.199 |
7,2% |
3.333.814 |
-32,4% |
2.366.385 |
9,44% |
7,1% |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
jan/02 |
250.849 |
--- |
239.247 |
--- |
11.602 |
6,32% |
6,3% |
|
fev/02 |
309.359 |
23,3% |
250.342 |
4,6% |
59.017 |
8,46% |
7,4% |
|
mar/02 |
332.361 |
7,4% |
266.066 |
6,3% |
66.295 |
7,80% |
7,3% |
|
abr/02 |
372.907 |
12,2% |
338.096 |
27,1% |
34.811 |
8,04% |
8,2% |
|
mai/02 |
364.982 |
-2,1% |
312.697 |
-7,5% |
52.285 |
8,22% |
7,7% |
|
jun/02 |
343.324 |
-5,9% |
231.295 |
-26,0% |
112.029 |
8,42% |
6,8% |
|
jul/02 |
492.269 |
43,4% |
289.312 |
25,1% |
202.957 |
7,91% |
5,8% |
|
ago/02 |
449.584 |
-8,7% |
269.202 |
-7,0% |
180.382 |
7,82% |
6,4% |
|
set/02 |
1.294.671 |
188,0% |
274.074 |
1,8% |
1.020.597 |
19,94% |
6,9% |
|
out/02 |
627.998 |
-51,5% |
332.742 |
21,4% |
295.256 |
9,70% |
7,8% |
|
nov/02 |
502.314 |
-20,0% |
259.128 |
-22,1% |
243.186 |
9,80% |
6,7% |
|
dez/02 |
359.582 |
-28,4% |
271.614 |
4,8% |
87.968 |
6,86% |
7,9% |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
2003 |
2.008.447 |
58,7% |
1.020.996 |
-6,7% |
987.451 |
9,68% |
6,7% |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
jan/03 |
415.305 |
--- |
232.132 |
--- |
183.173 |
8,64% |
6,4% |
|
fev/03 |
405.641 |
-2,3% |
230.863 |
-0,5% |
174.778 |
8,11% |
6,0% |
|
mar/03 |
530.026 |
30,7% |
268.308 |
16,2% |
261.718 |
10,12% |
7,1% |
|
abr/03 |
657.473 |
24,0% |
289.693 |
8,0% |
367.780 |
11,51% |
7,2% |
Fonte: Secex / MDIC
Vale dizer que esse desempenho explica-se, em grande medida, pelos resultados obtidos com os embarques de produtos agrícolas, que historicamente, caracterizam a pauta paranaense. Dentre os principais grupos que compreendem produtos agropecuários e derivados, o da soja mantém a liderança nas exportações estaduais.
A TAB.2, o principal grupo de produtos que compôs a pauta de exportações do Paraná nos últimos anos foi a soja, cujo o principal destino foi a França . Esse produto é exportado de diversas formas, destacam-se duas formas pela significativa participação nas exportações do Paraná, a soja em grãos e a soja em farelo, que em 2001 tiveram uma participação de 12,55% e 14,20%, respectivamente. Em 2002, a participação desse produto nas exportações totais do Paraná foi de 15,02% e 13,28%, respectivamente.
Outro grupo de produtos importante
na pauta de exportações do Paraná nos últimos dois anos, refere-se ao material
de transporte, cujo o principal destino foi os Estados Unidos e a Argentina. O
produto que se destacou desse grupo foi a classe dos automóveis, com motores
entre 1500
e 3000
para até seis passageiros, cuja participação na pauta do Estado é de 12,19% e
10,61% em 2001 e 2002, respectivamente, o que correspondeu a 47,9% e 54,3%,
respectivamente, das exportações do referido grupo.
TABELA 2
|
PARTICIPAÇÃO DE PRODUTOS NAS
EXPORTAÇÕES PARANAENSES |
||||||
|
|
2001 |
2002 |
2003 (Jan/Abr) |
|||
|
Produto |
US$ FOB |
Part. % |
US$
FOB
|
Part. % |
US$ FOB |
Part. % |
|
Soja |
|
|
|
|
|
|
|
Grãos |
669.285.790 |
12,59% |
856.200.522 |
15,02% |
366.084.015 |
18,23% |
|
Farelo |
755.347.392 |
14,20% |
756.894.551 |
13,28% |
214.942.248 |
10,70% |
|
Material de Transporte |
|
|
|
|
|
|
|
Automóveis |
647.954.204 |
12,19% |
605.015.348 |
10,61% |
191.306.714 |
9,53% |
|
TOTAL |
2.072.587.386 |
38,98% |
2.218.110.421 |
38,91% |
772.332.977 |
38,45% |
Fonte: Secex / MDIC
As exportações paranaenses tem como principais mercados os Estados Unidos, e a França. Como podemos perceber na TAB.3, os principais destinos das exportações paranaenses em 2001 foram os Estado Unidos, a Argentina e a França, com participações de 17,49%, 7,17% e 6,70%, respectivamente. Em 2002, o principal destino das exportações do Estado continuou sendo os Estados Unidos, que aumentou sua participação para 17,77%. A China e a França tiveram participações significativas nas exportações do Paraná, com 7,39% e 5,69%, respectivamente
TABELA 3
PRINCIPAIS DESTINOS DAS
EXPORTAÇÕES PARANAENSES
|
||||||
|
|
2001 |
2002 |
2003 (Jan/Abr) |
|||
|
País |
US$ FOB |
Part. % |
US$ FOB |
Part. % |
US$ FOB |
Part. % |
|
EUA |
930.119.959 |
17,49% |
1.013.021.561 |
17,77% |
330.792.509 |
16,47% |
|
França |
381.318.923 |
7,17% |
324.321.498 |
5,69% |
76.679.538 |
3,82% |
|
China |
115.243.866 |
2,17% |
421.518.564 |
7,39% |
190.563.893 |
9,49% |
|
Alemanha |
281.026.829 |
5,28% |
264.313.224 |
4,64% |
175.923.868 |
8,76% |
|
TOTAL |
1.707.709.577 |
32,11% |
2.023.174.847 |
35,49% |
773.959.808 |
38,54% |
Fonte: Secex / MDIC
Em 2002 as importações paranaenses tiveram uma queda de 32,4% em relação à 2001, seguindo com maior intensidade a queda das importações brasileiras nesse ano de 15%. Com efeito, reduziu-se de 8,9% em 2001 para 7,1% em 2002 a participação do Paraná no total das importações brasileiras.

Fonte: Secex / MDIC
À exceção dos grãos de soja, os principais componentes da pauta de importação do estado, sobretudo o petróleo bruto e autopeças, tiveram uma queda acentuada queda no período. A exemplo das exportações, mas de modo inverso, tal comportamento pode ser atribuído à depreciação da taxa de câmbio, que encareceu as mercadorias estrangeiras.
|
|
2002 |
Variações 2002/2001 (%) |
||
|
|
US$ FOB |
Particip. % |
Preço Médio |
Var US$ |
TOTAL DO ESTADO
|
3.333.813.777 |
100 |
|
-32,37 |
|
OLEOS BRUTOS DE PETROLEO |
295.680.022 |
8,87 |
4,8% |
-48,02 |
|
OUTROS GRAOS DE SOJA,MESMO TRITURADOS |
137.534.928 |
4,13 |
-3,5% |
37,25 |
|
OUTROS CLORETOS DE POTASSIO |
125.008.964 |
3,75 |
5,8% |
7,25 |
|
OUTRAS PARTES E ACESS.DE CARROCARIAS P/VEIC. |
120.399.755 |
3,61 |
27,1% |
-14,12 |
|
OUTRAS PARTES E ACESS.P/TRATORES E VEICULOS |
95.569.141 |
2,87 |
-9,2% |
-25,36 |
|
CAIXAS DE MARCHAS P/VEICULOS AUTOMOVEIS |
72.779.406 |
2,18 |
7,0% |
-15,94 |
|
OUTROS MOTORES DE EXPLOSAO,P/VEIC.CAP.87,SUP. |
70.538.200 |
2,12 |
0,3% |
-3,42 |
|
DIIDROGENO-ORTOFOSFATO DE AMONIO |
60.573.164 |
1,82 |
-0,5% |
-26,86 |
|
AUTOMOVEIS C/MOTOR
EXPLOSAO,1500<CM3<=3000,AT |
49.860.630 |
1,5 |
0,3% |
-75,18 |
|
TRIGO (EXC.TRIGO DURO OU P/SEMEADURA),E TRIGO |
49.378.302 |
1,48 |
-7,0% |
-4,39 |
|
PASTA QUIM.MADEIRA DE CONIFERA,A SODA/SULFAT. |
32.486.304 |
0,97 |
18,9% |
-27,67 |
|
OUTROS MOTORES DIESEL/SEMIDIESEL,P/VEIC.DO CA |
30.334.856 |
0,91 |
-7,2% |
62,75 |
|
OUTROS PNEUS NOVOS PARA ONIBUS OU CAMINHOES |
25.341.889 |
0,76 |
5,6% |
-42,48 |
|
SUPERFOSFATO,TEOR DE PENTOXIDO DE FOSFORO (P2 |
24.573.541 |
0,74 |
-1,1% |
-13,51 |
|
MALTE NAO TORRADO,INTEIRO OU PARTIDO |
23.957.714 |
0,72 |
-6,3% |
-3,62 |
|
OUTRAS PARTES PARA MOTORES DE EXPLOSAO |
23.471.796 |
0,7 |
-18,1% |
107,4 |
|
TOTAL |
1.237.488.612 |
37,13 |
|
|
Fonte: Secex / MDIC
|
|
2002 |
Variações 2002/2001 |
|
|
|
US$ FOB |
Particip. % |
Var % |
|
TOTAL DA
ÁREA |
3.333.813.777 |
100 |
-32,37 |
|
ALEMANHA |
593.226.914 |
17,79 |
-31,57 |
|
ESTADOS UNIDOS |
396.984.232 |
11,91 |
-34,78 |
|
ARGENTINA |
377.141.347 |
11,31 |
-41,3 |
|
FRANCA |
226.109.096 |
6,78 |
-20,01 |
|
PARAGUAI |
186.307.311 |
5,59 |
29,1 |
|
NIGERIA |
164.962.837 |
4,95 |
-59,01 |
|
ITALIA |
115.108.690 |
3,45 |
-58,54 |
|
REINO
UNIDO |
103.899.148 |
3,12 |
51,32 |
|
ISRAEL
|
97.805.931 |
2,93 |
-13,52 |
|
CHINA |
84.409.506 |
2,53 |
15,18 |
|
RUSSIA, FEDERACAO DA |
81.950.761 |
2,46 |
-12,11 |
|
MEXICO |
79.983.238 |
2,4 |
-46,84 |
|
TOTAL |
2.507.889.011 |
75,22 |
|
Fonte: Secex / MDIC
No gráfico abaixo notamos, na década de 90, uma leve tendência ao aumento da participação dos bens manufaturados na pauta de importações do estado. Essa situação intensificou-se após 1996 e tal movimento foi acompanhado por reduções no saldo comercial. Deve-se considerar a importância do estabelecimento de empresas automobilísticas no estado na segunda metade da década.

Fonte: Secex / MDIC
Os principais países de origem das importações são a Alemanha, os Estados Unidos, a Argentina e a França. No caso dos materiais de transporte, a origem principal são Alemanha, Argentina, França e México. No caso da Alemanha e da França, pode-se afirmar que as importações decorrem do fato de os países sediarem as matrizes das unidades instaladas recentemente no Estado. Já as aquisições oriundas da Argentina subordinam-se ao regime automotivo. Em 2002, as compras de óleo bruto de petróleo totalizaram US$ 295 milhões, significando uma redução de 48,02% em relação ao 2001. Essas aquisições originaram-se, de acordo com dados do Ipardes, sobretudo da Nigéria e da Argentina.
As principais empresas importadoras do estado estão listadas no quadro abaixo:
|
Maiores Empresas Importadoras em 2002 (Acima de US$ 50
milhões) - Paraná |
|
|
Empresa |
Município |
|
A D M EXPORTADORA E IMPORTADORA S/A |
PARANAGUA |
|
BUNGE FERTILIZANTES S/A |
PARANAGUA |
|
CNH LATINO AMERICANA LTDA |
CURITIBA |
|
MERCOTEX DO BRASIL LTDA |
MARINGA |
|
MILENIA AGRO CIENCIAS S.A. |
LONDRINA |
|
PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS |
ARAUCARIA |
|
RENAULT DO BRASIL S.A |
SAO JOSE DOS PINHAIS |
|
ROBERT BOSCH
LIMITADA |
CURITIBA |
|
TRITEC MOTORS LTDA |
CAMPO LARGO |
|
VOLKSWAGEN DO BRASIL LTDA |
SAO JOSE DOS PINHAIS |
|
VOLVO DO BRASIL VEICULOS LTDA |
CURITIBA |
|
|
Fonte: Siscomex |
Novamente segundo o Ipardes, no tocante à recepção das mercadorias importadas pelo Estado, o Porto de Paranaguá é o principal ponto de entrada, respondendo, em 2001, por 56,02% das importações totais. Ressalte-se que a concentração de desembarques via Porto de Paranaguá é menos intensa se comparada às exportações, o que pode ser atribuído à pauta mais diversificada das importações, cujos itens não correspondem à principal vocação do Porto: a movimentação de granéis sólidos, especialmente cereais, bens primários e materiais de transporte. Os desembarques por Paranaguá incluem principalmente material de transporte, máquinas e instrumentos mecânicos e material elétrico, o que denota o fortalecimento da modalidade de carga geral.
O segundo porto mais importante para as importações paranaenses È o de São Francisco do Sul, que responde por 12,36% do total. A participação expressiva do terminal está ligada à movimentação de granéis líquidos. O porto foi responsável por 93,15% das importações do grupo combustíveis e lubrificantes, que tem como item mais importante óleo bruto de petróleo.