Equações Gerais (Descrições)
(1)
onde 0<D1<1, D2 < 0 e D3 >0
O produto real depende da renda disponível, da taxa real de juros, da riqueza real do setor privado e dos gastos do governo
(2)
A renda disponível depende do produto/renda nacional, dos impostos, dos juros provenientes dos títulos do governo e das perdas esperadas da riqueza financeira (o imposto inflacionário esperado).
(3)
A riqueza financeira consiste do estoque monetário mais o estoque dos títulos do governo em circulação.
(4)
onde, L1>0, L2<0 e
Esta é a curva LM, onde a oferta real de moeda depende da renda, da taxa nominal de juros e da riqueza financeira. De (3) nos temos que A depende de m e b. Por isso, L3 pode ser considerada uma medida da aversão ao risco (absoluto ou relativo: escolha de portfólio sobre incerteza).
(5)
Esta é a chamada curva de Phillips, onde a taxa de inflação efetiva (p=
) depende do desvio entre do produto em relação ao seu nível de pleno-emprego (natural) e da taxa esperada de inflação (uma vez que
, isso reflete a ausência de ilusão monetária).
(6)
onde
Essa equação implica em uma expectativa adaptativa de inflação. (Em contraste, se utilizassemos a hipótese de expectativas recionais, teríamos que
). Isso reflete a idéia de Keynes sobre convenções em situações de incerteza (expectativas são formadas com base em experiências passadas:
backward looking
).
(7)
ou
Essa relação descreve a taxa de acumulação de riqueza do setor privado, que por sua vez equivale ao orçamento do governo onde -p(m + b) é o "imposto inflacionário" das dívidas do governo. A partir dessa equação, temos que 4 instrumentos de política (dívida, moeda, taxas e gasto do governo) podem ser escolhidas de modo independente.
Substituindo (2) em (1), os efeitos de um aumento de r, A e
são ambíguos, ou seja, um aumento em r (ou
) pode ter tanto um efeito renda positivo (negativo) como um efeito substituição negativo (positivo). Consideraremos então que:
(8a)
. O efeito substituição é maior que o efeito renda.
(8b)
. O efeito Mundell-Tobin é maior que o efeito "imposto inflacionário".
Um aumento em A também terá um efeito renda e riqueza. O sinal do efeito renda dependerá da forma com que a riqueza aumenta (seja por títulos ou moeda: b ou m). Assumiremos que:
(8c)
e
(8d)
e
Nesse modelo, as variáveis endógenas são:
e as exógenas são:
Política de Fixação do Estoque Real de Moeda
Quando m é mantido constante, a política monetária torna-se passiva.
Redefinindo Equações:
(1a)
(4)
(5)
(6)
(7a)
Encontrando o equilíbrio instantâneo para Y, p e r, e assumindo que as equações (1a), (4) e (5) são lineares, temos que
>
eq1a := Y = D1*Y-D1*T+D1*r*A-D1*r*m-D1*pi*A+D2*r-D2*pi+D3*A+G:
>
eq4 := m =L1*Y+L2*r+L3*A:
>
eq5 := p = alpha*Y-alpha*Y_nat+pi:
>
inst_eq := solve({eq1a,eq4,eq5},{Y,p,r});
A solução algébrica das equações acima é:
O resultado acima foi obtido pela substituição dos valores dados.
Encontrando os valores para a taxa nominal de juros ao longo do tempo:
>
r :=subs(A=A(t),subs(pi=infl(t),subs(inst_eq,r)));
Encontrado o valor do nível de preços ao longo do tempo:
>
p :=subs(A=A(t),subs(pi=infl(t),subs(inst_eq,p)));
Derivadas Parciais:
O impacto da taxa de juros sobre os gastos privados (deve ser < 0)
>
Dr := D1*b+D2;
O impacto da taxa esperada de inflação sobre os gastos privados (deve ser > 0)
>
Dpi := -D1*A(t)-D2;
O impacto do estoque real de títulos sobre os gastos privados (deve ser > 0)
>
Db := D3+(r-infl(t))*D1;
O impacto do estoque real de moeda sobre os gastos privados (deve ser > 0)
>
Dm := D3-infl(t)*D1;
A relação abaixo deve ser > 0
>
J2 := -L2*(1-D1)-L1*Dr;
Linearizando as Equações
Fazendo a expansão da Taylor das equações diferenciais acima em torno da posição de equilíbrio, temos que:
Obs: Uma vez que encontrados as equações para o equilíbrio instantâneo, assumiremos que r = r(
,A) e p = p(
,A)
Onde as derivadas parciais são:
(deve ser > 1)
>
dpdpi:=1-(alpha*Dpi*L2)/J2;
(deve ser > 0) - Efeito riqueza forte
>
dpdA := (alpha*(-L2*Db+Dr*L3))/J2;
(deve ser > 0)
>
drdpi := (Dpi*L1)/J2;
(deve ser > 0)
>
drdA := (L3*(1-D1)+Db*L1)/J2;
A partir de (6) e (7a), o equilíbrio em estado estacionário (
steady-state
) requer que:
e
Equação do locus
>
eq6 := gama*(subs(inst_eq,p)-pi)=0;
>
locus_infl := simplify(subs(A=A(t),solve(eq6,pi)));
Equação do locus
>
eq7 := simplify(G-T+subs(inst_eq,r)*(A-m)-subs(inst_eq,p)*A=0);
>
locus_A := subs(A=A(t),solve(eq7,pi));
Os valores dos estado estacionário precisam ser positivos (A>0 and
>0), para fazer senti econômico.
>
stdst_sol := solve({eq6,eq7},{A,pi});
Encontrando a solução que satisfaz A > 0 e
> 0.
>
num_sol:=1:
while subs(stdst_sol[num_sol],A)<0 or subs(stdst_sol[num_sol],pi)<0 do
num_sol := num_sol+1
end do:
>
A_e:=subs(stdst_sol[num_sol],A)+1:
>
pi_e:=subs(stdst_sol[num_sol],pi):
Evita que a simulação prossiga caso A<0 ou
<0
>
if A_e <0 or pi_e <0 then
stop
end if;
Temos assim que,
>
eqdifpi:=diff(infl(t),t)=gama*(p-infl(t));
>
eqdifA:=diff(A(t),t)=G-T+r*(A(t)-m)-p*A(t);
A matriz do sistem no nível de steady-state:
>
J := matrix([[gama*(subs(A(t)=A_e,dpdpi)-1), gama*subs(A(t)=A_e,subs(infl(t)=pi_e,dpdA))],[A_e*(subs(A(t)=A_e,drdpi)-subs(A(t)=A_e,dpdpi))-m*subs(A(t)=A_e,drdpi), subs(A(t)=A_e,subs(infl(t)=pi_e,r))-subs(A(t)=A_e,subs(infl(t)=pi_e,p))+A_e*(subs(A(t)=A_e,subs(infl(t)=pi_e,drdA))-subs(A(t)=A_e,subs(infl(t)=pi_e,dpdA)))-m*subs(A(t)=A_e,subs(infl(t)=pi_e,drdA))]]);
O determinante da matriz:
>
det(J);
O traço da matriz:
>
trace(J);
Para a estabilidade, é necessário que Det > 0 e Trace < 0. Para tanto, é necessário que a taxa real de juros (r-p) seja baixa e mais:
e
.
Limites do gráfico
>
xmax := A_e*2;
>
xmin := 0;
>
ymax := pi_e*2.5;
>
ymin := 0;
Verificando a trajetória da economia nas proximidade do steady-state
>
curves:=DEplot({eqdifA,eqdifpi},[A(t),infl(t)],t=0..tempo,[IC],infl=ymin..ymax,A=xmin..xmax,color=black,arrows=large, linecolour=red,thickness=2):
linelocus_infl:=plot(locus_infl,A=xmin..xmax,infl=ymin..ymax,thickness=3,colour=blue):
linelocus_A:=plot(locus_A,A=xmin..xmax,infl=ymin..ymax,thickness=3,colour=green):
display(curves,linelocus_infl,linelocus_A);
Diagrama de Fases
Encontrando as equações da solução
>
solucao_eqs:=dsolve({eqdifA,eqdifpi} union convert(IC,set), numeric, output=listprocedure,
range=0..tempo):
>
dsolA := subs(solucao_eqs,A(t)):dsolinfl := subs(solucao_eqs,infl(t)):
>
odeplot(solucao_eqs,[[t,A(t)],[t,infl(t)]],0..tempo,linestyle=1,legend=["Riqueza Financeira","Inflação"], labels=["",""]);
>
dsolr:=subs(A=subs(solucao_eqs,A(t)),subs(pi=subs(solucao_eqs,infl(t)),subs(inst_eq,r))):
dsolp:=subs(A=subs(solucao_eqs,A(t)),subs(pi=subs(solucao_eqs,infl(t)),subs(inst_eq,p))):
dsolY:=subs(A=subs(solucao_eqs,A(t)),subs(pi=subs(solucao_eqs,infl(t)),subs(inst_eq,Y))):
>
grafr:=plot(dsolr(t),t=0..tempo,color=blue,legend="Taxa de Juros", labels=["",""]):
grafp:=plot(dsolp(t),t=0..tempo,color=red,legend="Nível de Preços", labels=["",""]):
grafY:=plot(dsolY(t),t=0..tempo,color=magenta,legend="Produto", labels=["",""]):
display(grafr,grafp,grafY);
Taxa Nominal de Crescimento Monetário Constante
Nesse caso, a autoridade monetária permite que a oferta nominal de moeda aumente a uma taxa constante.
Redefinindo Equações:
(1a)
(4)
(5)
(6)
(7a)
(8)
Taxa de crescimento do estoque de moeda
>
mu:=6;
>
unassign('r','m','p');
Emboras as equações (1a), (4) e (5) não tenham sido alteradas, com zeramos os valores de m, r e p teremos que encontrar as soluções novamente.
>
eq1a := Y = D1*Y-D1*T+D1*r*A-D1*r*m-D1*pi*A+D2*r-D2*pi+D3*A+G;
>
eq4 := m =L1*Y+L2*r+L3*A;
>
eq5 := p = alpha*Y-alpha*Y_nat+pi;
>
inst_eq := solve({eq1a,eq4,eq5},{Y,p,r});
Encontrando do valor da taxa nominal do juros ao longo do tempo
>
r :=subs(m=m(t),subs(A=A(t),subs(pi=infl(t),subs(inst_eq,r))));
Encontrando o valor da nível de preços ao longo do tempo
>
p :=subs(m=m(t),subs(A=A(t),subs(pi=infl(t),subs(inst_eq,p))));
Derivadas Parciais:
O impacto da taxa de juros sobre os gastos privados (deve ser < 0)
>
Dr := D1*b+D2;
O impacto da taxa esperada de inflação sobre os gastos privados (deve ser > 0)
>
Dpi := -D1*A(t)-D2;
O impacto do estoque real de títulos sobre os gastos privados (deve ser > 0)
>
Db := D3+(r-infl(t))*D1;
O impacto do estoque real de moeda sobre os gastos privados (deve ser > 0)
>
Dm := D3-infl(t)*D1;
A relação abaixo deve ser > 0
>
J2 := -L2*(1-D1)-L1*Dr;
(deve ser > 1)
>
dpdpi:=1-(alpha*Dpi*L2)/J2;
(deve ser > 0) - Efeitos riqueza forte
>
dpdA := (alpha*(-L2*Db+Dr*L3))/J2;
(deve ser > 0)
>
drdpi := (Dpi*L1)/J2;
(deve ser > 0)
>
drdA := (L3*(1-D1)+Db*L1)/J2;
>
dpdm:=alpha*(L2*D1*r-Dr)/J2;
(deve ser < 0)
>
drdm := (D1(1-L1*r)-1)/J2;
Linearizando as Equações
Fazendo a expansão da Taylor das equações diferenciais acima em torno da posição de equilíbrio, temos que:
Obs: Uma vez que encontrados as equações para o equilíbrio instantâneo, assumiremos que r = r(
,A) e p = p(
,A)
O equilíbrio em estado estacionário (
steady-state
) requer que:
,
e
.
Equação do locurs
>
eq6 := gama*(subs(inst_eq,p)-pi)=0;
>
locus_infl := subs(m=m(t),subs(A=A(t),solve(eq6,pi)));
Equação do locus
>
eq7 := simplify(G-T+subs(inst_eq,r)*(A-m)-subs(inst_eq,p)*A=0);
>
locus_A := subs(m=m(t),subs(A=A(t),solve(eq7,pi)));
Equação do locus
>
eq8 := simplify(mu*m-subs(inst_eq,p)*m=0);
>
locus_m := subs(m=m(t),subs(A=A(t),solve(eq8,pi)));
Os valores das variáveis em steady-state precisam ser positivas (A>0, m>0 e
>0).
>
stdst_sol2 := fsolve({eq6,eq7,eq8},{A,pi,m});
>
A_e:=subs(stdst_sol2,A):
>
m_e:=subs(stdst_sol2,m):
>
pi_e:=mu:
Evita que a simulação continue, caso A<0, m<0 ou
<0
>
if A_e <0 or m_e <0 or pi_e <0 then
stop
end if;
>
eqdifpi:=diff(infl(t),t)=gama*(p-infl(t));
>
eqdifA:=diff(A(t),t)=G-T+r*(A(t)-m(t))-p*A(t);
>
eqdifm:=diff(m(t),t)=m(t)*(mu-p);
Análise da Estabilidade
O valor da taxa nominal de juros em steady state
>
r :=subs(m=m_e,subs(A=A_e,subs(pi=pi_e,subs(inst_eq,r))));
O valor do nível de preços em steady state
>
p :=mu;
Derivadas parciais em steady-state
>
Dr := D1*b+D2;
>
Dpi := -D1*A_e-D2;
>
Db := D3+(r-pi_e)*D1;
>
Dm := D3-pi_e*D1;
>
J2 := -L2*(1-D1)-L1*Dr;
>
dpdpi:=1-(alpha*Dpi*L2)/J2;
>
dpdA := (alpha*(-L2*Db+Dr*L3))/J2;
>
drdpi := (Dpi*L1)/J2;
>
drdA := (L3*(1-D1)+Db*L1)/J2;
>
dpdm:=alpha*(L2*D1*r-Dr)/J2;
>
drdm := (D1(1-L1*r)-1)/J2;
A matrix jacobiana em steady-state
>
J2:= matrix([[(A_e*(drdpi-dpdpi)-m_e*dpdpi)-lambda, r-p+A_e*(drdA-dpdA)-m_e*dpdA, A_e*(drdm-dpdm)-m_e*dpdm-r], [-m_e*dpdpi, -m_e*dpdA-lambda, mu-p-m_e*dpdm],[gama*(dpdpi-1), gama*dpdA, gama*dpdm-lambda]]);
>
detJ2 := det(J2);
A condição de Routh-Hurwitz diz que (Takayama, 1993 p. 343):
Uma condição necessária e suficiente é que as raízes da equação característica
tenham coeficientes reais, isso será atendido se e somente se
,
,...,
Por isso, em um sistema 3x3 isso significa que
,
,
,
>
coef_a1 := coeff(detJ2,lambda,2);
>
coef_a2 := coeff(detJ2,lambda,1);
>
coef_a3 := coeff(detJ2,lambda,0);
>
coef_a1*coef_a2-coef_a3;
Limites do Gráfico
>
xmax := A_e*1.5;
>
xmin := A_e*0.5;
>
ymax := m_e*1.5;
>
ymin := m_e*0.5;
>
zmax:= pi_e+0.7;
>
zmin :=pi_e-0.7;
Verificando a trajetória da economia nas proximidade do steady-state
>
curves:=DEplot3d({eqdifA,eqdifm,eqdifpi},[A(t),m(t),infl(t)],t=0..tempo,m=ymin..ymax,A=xmin..xmax,[IC],method=classical[rk4],color=black,arrows=small, linecolour=red,thickness=3,orientation=[-139,69]):
>
linelocus_infl:=plot3d(locus_infl,A=xmin..xmax,m=ymin..ymax,thickness=1,colour=blue):
linelocus_A:=plot3d(locus_A,A=xmin..xmax,m=ymin..ymax,thickness=1,colour=green):
linelocus_m:=plot3d(locus_m,A=xmin..xmax,m=ymin..ymax,thickness=1,colour=cyan):
display(curves,linelocus_infl,linelocus_A,linelocus_m,view=[xmin..xmax,ymin..ymax,zmin..zmax]);
Ou em movimento:
Powered by: JavaView
obs: Se o gráfico não aparecer, pressione "atualizar" no browser. Você precisa ter a
máquina virtual java habilitada/instalada.
Para girar a figura, fazer um zoom na imagem, ou distorcer seus vértices, clique com o botão da direita e Movimente o Mouse
A imagem pode demorar um pouco para carregar.
Diagrama de Fases
Encontrando as equações da solução
>
solucao_eqs2:=dsolve({eqdifA,eqdifm,eqdifpi,A(0)=round(A_e),m(0)=round(m_e),infl(0)=round(pi_e)}, numeric, method=classical[rk4], output=listprocedure):
>
dsolA := subs(solucao_eqs2,A(t)):
dsolm := subs(solucao_eqs2,m(t)):
dsolinfl := subs(solucao_eqs2,infl(t)):
>
odeplot(solucao_eqs2,[[t,A(t)],[t,m(t)],[t,infl(t)]],0..tempo,linestyle=1,legend=["Riqueza Financeira","Estoque Real de Moeda","Inflação"], labels=["",""]);
>
dsolr:=subs(m=subs(solucao_eqs2,m(t)),subs(A=subs(solucao_eqs,A(t)),subs(pi=subs(solucao_eqs,infl(t)),subs(inst_eq,r)))):
dsolp:=subs(m=subs(solucao_eqs2,m(t)),subs(A=subs(solucao_eqs,A(t)),subs(pi=subs(solucao_eqs,infl(t)),subs(inst_eq,p)))):
dsolY:=subs(m=subs(solucao_eqs2,m(t)),subs(A=subs(solucao_eqs,A(t)),subs(pi=subs(solucao_eqs,infl(t)),subs(inst_eq,Y)))):
>
dsolr(0);dsolp(0);dsolY(0);
Referências:
TAKAYAMA, A. (1993).
Analytical Methods in Economics
. The University of Michigan Press : Michigan PP.342-345.
TURNOVSKY, Stephen J. (1995)
Methods of macroeconomic dynamics
. MIT Press. Cambridge (Mass.) pp. 15-55.
Por
Fabio Hideki Ono
-
http://fhono.conjuntura.com.br